Sexta, 17 de Novembro de 2017
campo grande
Pais dizem se sentir mais seguros com ronda da PM nas escolas públicas
Equipe de PMs especializados tem realizado rondas preventivas e ostensivas do policiamento escolar desde o início do mês de outubro; programa também terá vertente pedagógica.

(Foto: Edemir Rodrigues)
Mãe de um filho de 11 anos, Marina aprova presença dos policiais nas escolas da Capital (Foto: Edemir Rodrigues)
Pais de alunos de escolas públicas dizem se sentir mais seguros com a ronda escolar feita por policiais militares pelo programa Escola Segura, Família Forte - em atuação desde o início deste mês de outubro em colégios estaduais e municipais de Campo Grande.

Com viaturas destinadas exclusivamente a esse fim, equipe formada por 20 policiais militares especializados tem atuado no policiamento interno e no entorno de escolas da Capital, com rondas e policiamento preventivo e ostensivo.

Na EE Nicolau Frageli, no bairro São Francisco, o trabalho está sendo visto com bons olhos pelos pais dos alunos. "Falando como mãe, dá sim uma sensação de segurança", afirma a gerente administrativa Marina de Melo, de 28 anos, sobre a presença dos policiais no contexto escolar. Com um filho de 11 anos no colégio, Marina diz que gostaria inclusive que houvesse PMs em tempo integral nas escolas.

Equipe formada por 20 policiais militares especializados tem atuado no policiamento interno e no entorno de escolas da Capital (Foto: Edemir Rodrigues)
"Com a polícia fazendo rondas, as escolas sendo monitoradas e o patrulhamento, nós pais nos sentimos mais seguros", detalha o professor de Educação Física, Fabrício dos Reis Silva, de 41 anos. Na avaliação dele, o contato dos militares no dia-a-dia das crianças ajuda também a aproximá-los da segurança pública.

Para a pedagoga, Cristiane Biancão, de 43 anos, as rondas dos militares ajudam inclusive a inibir a criminalidade no entorno das escolas. "Quando os policiais estão passando inibe quem está mal-intencionado, você não vê grupos se juntando, está de parabéns mesmo, estou muito tranquila", afirmou, reforçando o bom atendimento que a filha recebe na escola.

"A pessoa que estiver com má intenção, vendo o policiamento com certeza vai se sentir ameaçada", concordou o sargento José Gomes, de 36 anos.  

O empresário Wilson Motta aprova o programa (Foto: Edemir Rodrigues)
Orientação
Assim como o nome do programa Escola Segura, Família Forte sugere, a participação dos pais é fundamental para gerar um contexto escolar mais seguro, lembra o empresário Wilson Motta, de 29 anos. "Para resolver o problema de segurança, a questão é a educação. A presença da PM nas escolas é boa, mas se pai e mãe não fizerem a parte deles não adianta", opinou.

Na casa do socorrista Inácio Freire, de 48 anos, a instrução inclusive sobre segurança começa desde cedo. "O que eu ensino para os meus filhos é não irem com ninguém e combino uma senha com eles, para me avisarem quando necessário", detalhou. "Além disso, a presença da PM na escola é necessária para a segurança deles", ressaltou.

O aposentado Cícero Braz, de 79 anos, também apoia a iniciativa do Governo em destinar PMs exclusivamente à ronda escolar, mas não deixa de fazer sua parte no cuidado com o neto de 10 anos. Apesar de morar a poucas quadras da escola, ele faz questão de levar e buscar o menino diariamente. "Tenho que cuidar dele, fico preocupado. Mas saber que a polícia está presente ajuda", confessou.

O Escola Segura, Família Forte é desenvolvido pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) em parceria com as secretarias de educação estadual e municipal. Além do trabalho operacional de policiamento, o programa inclui vertente educacional. Será feito mapeamento das necessidades básicas dos alunos para direcioná-los ao atendimento em todos os serviços oferecidos pelo poder público.



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