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Domingo, 24 de Junho de 2018
greve dos caminhoneiros
Em 4 dias de greve já falta gás de cozinha e combustível em Fátima do Sul
Consumidores já sentem o efeito da greve dos caminhoneiros, no município Favo de Mel já não tem combustível e gás de cozinha disponível.

Gás de cozinha já esta em falta no município de Fátima do Sul (Foto: Divulgação)
Já não há combustível nos postos da cidade (Foto: Ribero Júnior / SiligaNews)
A greve dos caminhoneiros já afeta a distribuição de diversos produtos no Brasil, como remédios, gás de cozinha, produtos de beleza, gases medicinais e flores. Em Fátima do Sul, cosumidores já sentem o efeito da greve dos caminhoneiros, os postos de combustíveis já estão fechados, pois não mais gasolina comum e aditivada e nem o Etanol (álcool). 

Na manhã desta quinta-feira (24) a procura do gás de cozinha foi intensa, e não há mais estabelecimento que venda o botijão. Desde ontem, quarta-feira (23) moradores de Fátima do Sul já vem sentido o efeito da greve dos caminhoneiros. A entrada do município, para quem vem de Dourados encontra-se fechada, e de acordo com os grevistas, não há previsão para que a greve termine.

A greve dos caminhoneiros também tem afetado os estudantes universitários que estudam em Dourados. Na noite de ontem, os grevistas bloquearam a ida dos ônibus dos universitários, que tiveram que retornar para suas casas. Alguns estudantes usaram a rede social para reclamar sobre o caso, já outros, entraram em defesas dos caminhoneiros.

A GREVE
A greve dos caminhoneiros já duram 4 dias em todo o país. Ontem (23) uma reunião do governo federal e representantes dos caminhoneiros terminou sem acordo e a paralisação da categoria continua em todo o país. Foi o primeiro encontro desde o início da greve, na segunda-feira (21). Os transportadores autônomos reivindicam a isenção total dos impostos federais que incidem sobre os combustíveis para encerrar a paralisação.

"O grande problema que o país está atravessando, não só com o caminhoneiro, é o problema do combustível. Tá muito caro, aumenta a cada dia. No caso do transportador autônomo, tem que tirar os penduricalhos, que são o PIS/Cofins e a Cide [impostos]", afirmou o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (ABCam), José da Fonseca Lopes em coletiva de imprensa após a reunião com o governo. O governo chegou a pedir uma trégua de três dias aos caminhoneiros, mas o prazo acordado foi até a próxima sexta-feira (25), sem interrupção do movimento.

Segundo a associação de caminhoneiros, só será permitido o transporte de produtos perecíveis, carga viva, medicamentos e oxigênio hospitalar. Uma nova reunião entre governo e representantes dos transportadores está marcada para está quarta-feira (24), no Palácio do Planalto. "Se até sexta-feira não acontecer nada, aí lamentavelmente vai parar tudo. Não vai funcionar mais nada", assegurou Fonseca Lopes, presidente da ABCam, entidade que, segundo ele, representa cerca de 700 mil caminhoneiros, 60 sindicatos e 7 federações.



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