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Domingo, 16 de Junho de 2019
política
PF apreende R$ 2,4 milhões em malas durante operação em Três Lagoas
Ação mirou esquema de fraudes em licitações nas prefeituras de Três lagoas, Campo Grande, Naviraí, Luís Antônio (SP) e em Americana (SP). Ao todo, os policiais foram às ruas para cumprir 21 mandados de busca e apreensão.

Ação mirou esquema de fraudes em licitações nas prefeituras de Três lagoas, Campo Grande, Naviraí, Luís Antônio (SP) e em Americana (SP) (Foto: Divulgação)
R$ 2.418.404,60. Este é o valor apreendido pela Polícia Federal e pela CGU (Controladoria-Geral da União) durante a Operação Atalhos, deflagrada nesta terça-feira em Mato Grosso do Sul e São Paulo. Ao todo, os policiais foram às ruas para cumprir 21 mandados de busca e apreensão em Três lagoas, Campo Grande, Naviraí, Luís Antônio (SP) e em Americana (SP).

Os valores estavam escondidos em malas apreendidas. Entre entre os investigados estão a ex-prefeita Márcia Moura (MDB), de Três Lagoas, e o ex-secretário de Educação, Mário Grespan, da gestão de Márcia. Conforme já noticiado, as equipes estiveram na prefeitura de Três Lagoas, na casa de Márcia e do ex-secretário.

Grespan foi levado para a delegacia para prestar esclarecimentos, de acordo com o site Rádio Caçula. Durante as investigações foram descobertas ilegalidades em três procedimentos licitatórios em relação ao transporte escolar, com recursos federais vindos do PNATE (Programa Nacional de Transporte Escolar).

Agentes públicos e empresários foram identificados como participantes do direcionamento dos certames para que fossem vencidos por empresas pré-estabelecidas, sendo objeto da investigação a identificação de cada responsável pelas atividades delitivas.

Os procedimentos licitatórios e os contratos de prestação de serviços fraudados são dos anos de 2015 a 2017. As licitações e contratos públicos sob investigação são de cerca de R$ 12 milhões, sendo que até o momento já foi identificado preço acima de aproximadamente R$ 1,6 milhão dos direcionamentos.

Operação
A operação recebeu o nome de Atalhos, em alusão a um caminho mais curto, porém igualmente ilegal, entre o objeto da licitação, a prestação de serviços de transporte escolar e as fraudes praticadas pelos investigados para burlar os processos e superfaturar os contratos com a Prefeitura.



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